Não saber dizer pode salvar. Eu, por exemplo, neste momento, não sei o que escrever, nem o que expressar em gestos, sorrisos ou lágrimas. Decidir é o meu lema, amar é a minha solidão. Já que sofrer de amor é um dos sofrimentos mais nobres do mundo. Alguém que morre de amor tem na alma o peso irremediável da solidão no meios de muitos, mas mantém a dignidade de ser humano, de ser capaz.
Aquele que morre de doença qualquer, mesmo as graves que causam tanto sofrimento e matam aos poucos, que nunca amou verdadeiramente ninguém, torna-se mais um que ocupa sete palmos abaixo da terra.
O amor pode ser externado de diversas formas. Pode-se amar profundamente um poema, uma flor, um retrato, uma obra de arte. Mas a mais bonita expressão do amor é aquela que cega a gente, porque só quem ama é capaz de cegar-se a ponto de se contentar em apenas sentir. Falo do amor que mata a gente de saudade todos os dias, que causa hemorragias só sanadas com o abraço da pessoa amada. Os queridos de espírito sentem a leveza da poesia em tempos de vagabundagem excessiva. Os que amam, por sua vez, carregam o peso da palavra nunca dita, da música nunca ouvida.
Um comentário:
muita sensibilidade, adorei!
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