Ele era muito calado, vivia dentro do seu casco, como fazem as tartarugas. Depois começou a escrever, então conheceu o que havia dentro dos cascos dos outros.
Tiago Nascimento
Recifense. Escritor compulsivo. Poeta por acidente. Professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Redação. Estudante de Letras por paixão. Estudante de Direito por deslize.
Devaneios
Agora é o final do agora. Daqui a pouco já é presente, e o presente, em um só instante, será passado. O instante que vivo é como dor de um parto sem feto. Isso, não há nada para nascer, mas é uma dor sufocante, arrepiante, que quase enlouquece. Mas enlouquecer tem suas vantagens, porque ser louco sem saber que se tem loucura, pode até nos salvar dessa selvageria chamada sociedade civilizada. Ah, e não quero me tornar mais um existencialista. Quero o que sempre desejei: o que ainda não fecundou. Quero o que ninguém suporta, o que ninguém aguenta, o que ninguém é capaz de abraçar. O que te escrevo, faço-o com as duas mãos apoiadas sobre um teclado de um computador que nem me obedece. Mas obedecer para quê? Nesta vida, meu bem, só os bobos obedecem.
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