Tiago Nascimento

Tiago Nascimento
Recifense. Escritor compulsivo. Poeta por acidente. Professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Redação. Estudante de Letras por paixão. Estudante de Direito por deslize.

Sobre quando se morre

Quando menos se espera, se morre, se mata, se faz tudo virar de cabeça para baixo. Portanto, não é estar vivo que vale a pena. O que importa fica nas entrelinhas, nos suspiros, nos abraços - até mesmo nos não dados. O último suspiro pode ser a primeira gota de uma jarra de óleo ungido que eterniza todos os cheiros. E não é a tristeza que mata, nem a solidão, nem a angústia. O que nos leva e, ao passo que leva eleva, é ter quem nos aperte a mão, enxugue nossas lágrimas e diga que está tudo bem. E quando se morre, repito, quando se morre, o que é levado é o amontoado de apertos de mão, a ternura dos abraços e o som incansável do coração lutando para continuar batendo, é o amor pelo único milagre de ter estado vivo, de, graças a Deus, ter vivido.

Um comentário:

Renata Monteiro disse...

Sempre e além da vida.

O carinho segue pós-morte.