Ele era muito calado, vivia dentro do seu casco, como fazem as tartarugas. Depois começou a escrever, então conheceu o que havia dentro dos cascos dos outros.
Tiago Nascimento
Recifense. Escritor compulsivo. Poeta por acidente. Professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Redação. Estudante de Letras por paixão. Estudante de Direito por deslize.
"E agora, José?"
É nisso que dá e eu sempre avisei. Sabia desde o início que você, com essas historinhas pra boi dormir, ia acabar se ferrando. E se ferrou bonito. Todo mundo sabia que os sapos que você engolia eram venenosos. Seus amigos lhe avisaram do perigo, mas você nem deu bola. Você deu foi outra coisa: todo o seu caráter foi jogado na lama da alegria marginal. Claro, você também sabia do risco. Sabia tanto, que até registrou 18 chamadas não-atendidas no meu celular. Claro que não iria atender, não sou idiota. Sou tabacudo, mas não sou idiota. E agora? E depois? Vai tomar mais duas garrafas de vinho vagabundo pra esquecer? Vai encher a cara de comidas oleosas pra hidratar a alma? Acho válido você procurar um analista.
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Um comentário:
pode ser poeta, lunático, mas idiota n hem!!!
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