Tiago Nascimento

Tiago Nascimento
Recifense. Escritor compulsivo. Poeta por acidente. Professor de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Redação. Estudante de Letras por paixão. Estudante de Direito por deslize.

Das minhas irritações

Eu mesmo tenho a irritante mania de sorrir nos momentos mais inapropriados. Por exemplo, já segurei o riso diante de um caixão. Veja a gravidade do problema: todo mundo chorando e eu, não sei porque, senti vontade de rir. Não sei se por causa dos algodões nas narinas do morto ou por ser uma pessoa ruim, que achava divertido gente deitada eternamente num caixão. Também fiz coisas bizarras. Já sonhei coisas estranhas. Certa vez, sonhei que estava beijando, ao mesmo tempo, 22 mulheres lindas, bulímicas e fúteis. Já sonhei que o mundo, finalmente, aboliria a homofobia, que as pessoas lamberiam umas as outras sem gastar dinheiro com motel.
Eu sou ridículo. Acho que o mundo precisa deixar de ser imbecil e as pessoas têm que parar com tanta caretice. Também acho tudo uma grande merda. Escrever é uma grande merda!
Outra vez, acordei louco de sede. Abri a geladeira e nada de água gelada. Puta merda! Água na temperatura ambiente é nada mais que água na temperatura ambiente, não chega a ser uma água deliciosa. Porque, sim, água tem gosto. Tem gosto de água, porra! Também já acordei com muita fome, só não comi os meus cachorros porque, primeiro, são meus filhos; segundo, acho zoofilia coisa de psicopata nojento. Depois de comer a cozinha inteira, percebi que minha fome não era de comida, mas de esperança.

Ah, quer saber, cansei de ser gordo!

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