Outro dia, do nada, apareceu em minha vida uma pessoa que silenciosamente gritava por socorro. Para mim, era imperativo tentar ajudá-la. Não sabia como, nem por onde começar. Não sou psicólogo, psiquiatra, nem nada da área de saúde mental, mas precisava tentar tirar do raso do poço aquela pessoa de alma cansada, antes que o fundo do poço chegasse antes da minha mão, para puxá-la.
Comecei conversando e tentando entender o porquê de tanto cansaço, de tanta indisposição pra vida, de tanta falta de entusiasmo pra viver o dia seguinte. O que para mim, que nunca estudei psicologia, foi como uma enorme pedra no meio do caminho.
Depois de muito conversar e, passo a passo, entender o que se passava na cabeça de vinte e poucos anos dessa pessoa, consegui, graças a quem merece graças, ajudar a diminuir um pouquinho aquelas dores todas.
Pensando nisso, decidi escrever sobre quantas pessoas sofrem por aí às escondidas. Na calada da noite, choram. Ao nascer do dia, inspiram e não têm forças para expirar, guardando tudo lá dentro, no poço chamado tristeza. Há muita gente sofrendo da alma!
Se cada um de nós esticasse um pouco os braços para "brincar de terapeuta", eu garanto, haveria muito mais gente disposta a viver, sorrir e, conseqüentemente, abraçar. É assim que eu me alimento: de abraços não partidos. Abraços de abraços maiores.
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