Foi uma época linda, um tempo bom que não volta mais. Agora são só lembranças de uns abraços, de uns sorrisos diários, de vários encontros pelos corredores do colégio. Agora é tudo passado e as pessoas cresceram. As pessoas esqueceram-se umas das outras. As pessoas têm suas próprias vidas. Elas viajam, namoram, acabam, casam, separam, esquecem.
São quatro anos e vários partos. São várias vidas e um único sentimento: saudade. Mas é saudade boa, não é aquele sentimento filho da mãe que arranca sangue cada vez que resolve reaparecer. E a gente vai vivendo.
Depois vem a faculdade e com ela os novos amigos. De novo a gente volta a amar e, graças ao bom-senso, esquece da escola. A vontade de telefonar pros amigos da infância não existe mais. Após certo tempo, a gente descobre que esses amiguinhos de tempos remotos são apenas amiguinhos de tempos remotos e que, por mais que doa admitir, não serão mais que isso.
Talvez a mesma coisa aconteça com os amigos da faculdade. Talvez a mesma coisa aconteça com os amigos do futuro trabalho. E com os amigos do mestrado, do doutorado, do prédio que não será para sempre onde viveremos.
Eu preciso parar de escrever isso aqui. Não sei mais o que falo. Mas agora fica martelando na minha cabeça uma séria pergunta: e os amigos pra vida inteira, existem?
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